SAMU realiza balanço e contabiliza mais de 20.000 atendimentos nos primeiros meses do ano

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou um balanço das suas atividades nos primeiros sete meses de 2017. Em todo o Litoral Norte, foram realizados 21.800 atendimentos, sendo que somente em São Sebastião, ficaram registrados 6.775.
A cidade com maior número de chamados é Caraguatatuba, com 8.038. Ubatuba aparece na terceira posição com 4.661, enquanto Ilhabela fecha a lista das quatro cidades com 2.326 atendimentos.
Em São Sebastião, a Costa Sul é quem mais utilizou os serviços do SAMU, ficando contabilizadas 3.567 solicitações. Boiçucanga é o bairro recordista, contudo, dos 1.467 atendimentos, 764 foram para remoções de pacientes do Pronto Socorro local ao Pronto Socorro localizando no centro da cidade.
A Costa Norte do município e a região central somam 3.208 chamados. Dentre as modalidades mais atendidas pelo SAMU, destacam-se mal súbito (2.320), traumas ou quedas (638) e ocorrências com gestantes (434).
A intervenção mais comemorada pela equipe aconteceu no norte de Ubatuba, quando o SAMU conseguiu impedir que um suicídio acontecesse. Na ocasião, um homem de meia idade telefonou ao setor informando que iria cometer o suicídio. A médica plantonista, Dra. Patrícia Steiner, conseguiu mantê-lo na linha por 40 minutos até conseguir descobrir a residência do rapaz e encaminhar uma equipe. No local, um laço estava preparado e preso no alto de uma escada, com o homem sobre um banco mais abaixo. Ele foi resgatado pela equipe e encaminhado ao Pronto Socorro do município. Os dados apresentados, porém, vão além dos números de ocorrências atendidas. No período que compreende de janeiro a julho deste ano, o SAMU criou dois programas educacionais. O “SAMU Cidadão”, que consiste em orientações sobre primeiros socorros a moradores de um determinado bairro em que esteja ocorrendo um grande evento, e o “SAMU na Escola”, que capacita professores e docentes das escolas da rede pública em atendimento de primeiros socorros.
A coordenadora geral do SAMU no Litoral Norte, Dilmara Abreu, conta que o órgão passa por um período de reestruturação em São Sebastião. “A cada dois anos nossos agentes precisam passar por uma capacitação preconizada pelo Ministério da Saúde e, nos últimos anos, isso não ocorreu. Este ano estamos regularizando a situação documental de todos para, a partir do ano que vem, fortalecermos ainda mais os nossos projetos”, explica a coordenadora. “Infelizmente, o trote ainda é uma realidade e pode custar vidas. Por isso a conscientização do trabalho do SAMU à população é de suma importância”, finaliza.
Ao todo, São Sebastião possui 97 funcionários e seis viaturas, sendo cinco Unidades de Suporte Básico (USB) – aquela em que trabalham o técnico de enfermagem e o motorista – e uma Unidade de Suporte Avançado (USA) recebida este ano – que contempla também um médico e um enfermeiro.
“Quando assumimos a gestão do SAMU no começo do ano, o órgão possuía apenas duas viaturas em condições de uso. Não eram feitas manutenções, nem revisões. Atualmente temos todas em pleno funcionamento, sendo feita, inclusive, manutenção preventiva nos veículos”, complementa a coordenadora que é servidora há 17 anos, entre o antigo CACEM e o atual SAMU. É válido ressaltar que São Sebastião abriga também a central de regulação, que é quem recebe todas as solicitações do Litoral Norte e encaminha as equipes para os atendimentos. Muito importante salientar que o atendimento a uma vítima começa já no momento da ligação, quando o médico orienta o solicitante a tomar as primeiras medidas de urgência, avaliando a situação e orientando os profissionais da ambulância quantos aos procedimentos a serem adotados.

SAMU e Regate
Uma dúvida comum entre as pessoas se dá com relação as atribuições do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Grupamento de Resgate do Corpo de Bombeiros.
Como o próprio nome antecipa, o Resgate atua em situações que haja perigo às vítimas em diversas situações, como incêndios, desabamentos, afogamentos e variados tipos de trauma, realizando a remoção, imobilização e encaminhando-as ao pronto socorro mais próximo. Já o SAMU tem como diferencial a regulação médica, ou seja, o atendimento começa antes mesmo do contato com a vítima, quando o médico avalia a gravidade do caso e orienta os profissionais de enfermagem quanto aos procedimentos que deverão ser adotados.

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